Domingo, 28 de Outubro de 2012

    - É muito estranho. - Comentou Charlotte enquanto nos dirigiamos para a sala de convivio, caminhando por cima das poças de água com lama, em vez de vir pelo lado seco do passeio por onde eu ia.
- O quê? - Quis saber.
A minha amiga parou à minha frente e olhou-me com uma cara séria.
- Ter namorado. - Respondeu de sobrancelhas unidas.
- Porquê? - Retorqui.
Charlotte suspirou e apontou para um casal de namorados que se encontravam a namoriscar perto de uma macieira.
- O que têm?
- Repara... - Disse - Eles parecem-te felizes, certo?
Assenti com a cabeça.
- Mas é bom enquanto dura... - Suspirou - É muito raro haver um feliz para sempre...
- Vamos falar de novo sobre relações e divórcios? - Perguntei numa expressão confusa e ao mesmo tempo cansada.
- Não... - Murmurou - Mas farias tudo pelo teu namorado não farias?
- Claro. - Respondi.
- E tudo o que fizeram até hoje, se amanhã terminassem, arrependeres-te-ias no futuro por o teres feito?
- Não. - Respondi com honestidade - Eu não me arrependo de nada. Nada do que tenha feito de bom, nada do que me tenha feito feliz no passado mesmo que me doesse no futuro. Ao invés de um arrependimento, sentir-me-ia feliz. Arrependida, só mesmo pelos erros que vou cometendo. Apaixonar-mo-nos não é um erro, é uma dádiva acolhedora que também nos faz sofrer, da qual não temos culpa pois as emoções humanas sempre foram divinas à sua maneira. Nunca te arrependas de ter sido feliz por um dia no passado, mesmo que o teu motivo se tenha tornado frio no presente.



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 20:21
Sábado, 01 de Setembro de 2012



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 01:29
Sábado, 28 de Julho de 2012

Ao meu lado estava uma jovem. O seu rosto era angelical. Tinha o cabelo ruivo, comprido e encaracolado, as mãos, que estavam juntas como quem reza, eram finas e delicadas, e os olhos tinham um belo tom azul-cinza. Virei a cabeça e ao meu lado esquerdo encontrava-se um grande espelho, e no grande espelho estava refletida outra jovem que não me era muito estranha. O rosto era tão angelical como o da rapariga que estava a meu lado. O cabelo era castanho avelã quase aos canudos, e tinha os olhos verdes azulados.

A rapariga ruiva sorria, já a do espelho mostrava-se fraca e assustada. – Ou seria engano dos meus olhos que mal conseguiam abrir-se?

Havia algo que me perturbava imenso, algo do qual eu não sabia do que se tratava; mas era muito incómodo.

Encarei de novo a rapariga do espelho e apenas momentos depois me apercebi que era eu quem ali estava refletida. Mas o facto de me parecer com a criança que fui, também me faz pensar que podia ser mesmo engano dos meus olhos, ou até um sonho e não queria pensar muito mais nisso.

Voltei a virar a cabeça para o teto. – Era a dor. A perturbação que sentia era de dor, uma dor que me percorria o corpo de tal maneira que me dificultava a abrir os olhos. – Era como se estivesse toda partida, e indaguei-me se com tanta dor, o coração batia normalmente; porque eu também não sabia se ele me doía… Talvez eu não tenha desmaiado, talvez tenha mesmo deixado um mundo humano e acordado num mundo qualquer do além. Mas não podia, porque eu sentia um corpo. Talvez esteja internada no hospital. Também não conseguia respirar… – Ainda estaria viva? Tinha uns sentidos muito ligeiros mas ninguém me despertava, ouvi uma voz mas era difícil de entender. Posso admitir que tudo aconteceu tão depressa para que isso acontecesse. Para que a visão ficasse turva, os sons longínquos e os sentidos a fugirem por meros segundos, cada vez mais dispersos, cada vez mais longe e eu não conseguia agarra-los para que não me deixassem, porque eles escorregavam-me por entre os dedos. Não podia prender-me àquele corpo que cessava, eu sabia que ele estava a morrer, aquela profundeza toda de dor acumulada estava a tornar-se na verdade cada vez mais leve. A única e última frase de um som longínquo que os meus ouvidos captaram, provinha de uma voz feminina mais velha, que disse:

- Não a deixes acordar.

Então tornei a fechar por completo os olhos e foi então que já não senti mais nada…

 

 

 

 

 

É o prefácio do meu livro!! :D Chama-se Magnólia :) Que acham??



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 01:20
Terça-feira, 26 de Junho de 2012

          - Gostas de assistir ao crepúsculo? – Perguntou-me.

            Assenti com a cabeça em resposta.

            - Ver a noite a chegar é literalmente belo e calmo. – Acrescentei.

            - Belo porquê?

            - Olha para as cores que o céu forma e diz-me se essas que o sol pinta não são tão belas.

            Ele assentiu com a cabeça.

            - Embora concorde contigo, não significa que goste do que vem a seguir. A noite é negra e sombria.

            - Podes ter razão, mas acrescento às tuas palavras que apesar disso, a noite também esconde maravilhas. Já observaste as estrelas no verão? O quão belas ficam a enfeitar a noite naquele manto escuro sem fim? E a lua iluminada pelo sol que parece sorrir cá para baixo? O que torna a noite escura e sombria são os acontecimentos nela. No negro tudo acontece, tudo sentes, tudo temes, tudo vês; embora estejas cego pela escuridão. É essa cegueira que causa o medo, e é o medo que faz acontecer, sentir e iludir. É ele quem causa a insegurança. E quanto mais forte o temermos, mais o sentimos; sentimo-lo como se fossem trevas, como se ele aumentasse. Mas se ignorares o medo, verás que a noite esconde criaturas maravilhosas e que nem é tão sombria quanto aparenta. Durante o dia, existe o mesmo que durante a noite. E o medo não reina. De dia também acontece tudo, também vês tudo, também sentes o que persiste à tua volta. Então porque é que de dia não há medo? Porque essa cegueira da noite é inexistente à luz do dia predominada pelo belo sol. A noite e o dia têm cada um a sua beleza gélida, mas o que existe no dia, existe também na noite e o perigo pode ser o mesmo. Lembra-te: «Às vezes as trevas não equivalem o mal, assim como a luz nem sempre traz o bem»

 

 

Hey guys! Este post é uma parte do meu livro, como gostei postei aqui. Espero tmb que gostem ;D

See ya!



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 23:41
Terça-feira, 19 de Junho de 2012

«O amor é um sentimento comum em todos os humanos, mas nem todos sabem estimá-lo. Já outros pensam que conhecem o seu significado, mas na verdade só sabem da existência da palavra»

 

 



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 20:15
Terça-feira, 05 de Junho de 2012

Uma porta secreta

Um segredo concreto

Uma nova descoberta

Um desejo Completo

 

Um túnel fresco

Com cheiro a flores

Uma luz intensa

A descoberta de muitas cores

 

Abriu os olhos

Contemplou tudo em seu redor

No encantamento daquele mundo

Parecia que o sabia de cor

  

Olhou para a maravilha

Que a Natureza lhe estava a dar

Girou sobre as pontas dos dedos

E a sua doce alma cheia de densidade

Parecia flutuar

 

Tocou numa flor

De textura suave e lisa

O seu aroma sentiu a espalhar-se

Misturando-se com a brisa

 

À sua frente um lago pequeno permanecia

Com uma pequena cascata a fluir

E o céu de um azul perfeito a refletir

 

Aflorou-se-lhe um sorriso nos lábios

Como se tudo fosse magia

Um brilho no olhar surgiu

Esse brilho na alma refletia

 

Voltou a fechar os olhos

Apreciando o que talvez fosse verdade

Não era um mero sonho de bondade

Era uma intensa sensibilidade

 

Pelos seus suspiros

O silêncio quebraria

E daquele belo mundo

Jamais sairia

 

 

O nome pode parecer não ter nada a ver com o poema, mas na verdade tem e bastante... Retrata uma parte das minhas preferidas do meu livro que tem o mesmo título que este Post (Magnólia é um mundo de fantasia, com tradução para: amor à natureza). Espero que gostem ^^



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 23:58

Uma velhinha bateu à porta do castelo

Numa noite gélida e fria

Pedia água,

Queria comer

Implorava abrigo

Quase não falava, gemia

 

O príncipe do castelo

A quem todos achavam belo

O seu pedido recusou

E sem nenhuma ajuda,

A pobre mulher ali ficou

 

Transformou-se numa mulher bela

Era uma feiticeira

Foi-lhe rogado pelo perdão

Mas ela não lhe vira alma verdadeira

 

Devido ao seu egoísmo

Lançou um feitiço sobre o castelo

Os seus habitantes foram castigados

E o príncipe tornou-se num monstro

Deixando de ser belo

 

 

Restou-lhe uma rosa encantada

Que a feiticeira lhe deu

Que com o tempo murchava

E o monstro ali escondido permaneceu

 

E até à última pétala,

O feitiço se quebraria

Apenas se alguém ele amasse e fosse amado,

De novo humano se tornaria

 

 

Tenho que admitir que adoro a disney, porque eu cresci com a disney e "A Bela e o Monstro" foi e é de facto uma das histórias que mais me encanta. Não me ocorreu fazer um poema sobre este conto, apenas me foi pedido no meu último teste de português que criássemos um poema através de um conto tradicional e eu não poderia deixar de me lembrar deste, achando por bem publica-lo. Mais uma vez, espero que gostem! :)



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 23:50

Estava uma noite bela

Estava uma noite quente

Eu podia deitar-me sobre ela

E mirar a lua reluzente

 

As estrelas brilhavam

Formavam constelações

Desenhos mirava

Preenchidos de corações

 

Nada mais puro havia

Na noite de verão

A lua ali jazia

A obsevar-me enquanto levitava do chão

 

Podia voar até ela

Como se abrisse uma janela

Mas não tinha asas para voar

Então apenas deitava-me sobre a noite

E limitava-me a sonhar

 



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 23:46

Escrevi a palavra espelho

E um espelho apareceu

Refletiu a minha imagem

A minha alma preencheu

 

Não era feia nem bela

Não sabia o que dizer

Naquele espelho refletia

Completo diferente ser

 

Diria eu que mentia

Aquilo que o espelho refletia

Não era gorda nem magra

Não entendi bem o que seria

 

O espelho é um reflexo falso

Não demonstra personalidade

Demostra uma cara melancólica

Ou um rosto extremo de bondade

 

Apaguei a palavra na minha folha

E o espelho desapareceu

Não precisava de nenhum

Para conhecer o interior do meu verdadeiro "eu"

 



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 23:40

De uma semente cultivada

Nasceu uma Flor

Criada e cuidada,

Com muito amor

 

Era de Luz reluzente

Como o sol no próprio céu

E como a sua beleza,

A bela Flor cresceu

 

De amável coração

A derreter como uma vela

A vida é cheia de densidade

A alma é pura e bela

 

Sorriso misterioso

No seu olhar belo esconde

Um segredo Valioso

Ao qual ninguém responde

 

 

 

Este é o meu 1º. É simples e até gostei. Quero dedicar a uma pessoa que também tem um talento enorme para escrever poemas: Miriam Oliveira. x) Adrt Mi ^.^. Aproveito para vos pedir que visitem o seu blog: http://palavras-sem-sentido.blogs.sapo.pt/



publicado por dyaness - Voar Com As Palavras às 23:23
P.mim Magnólia é 1lgar mágico e tmb o meu refugio, ms n existe msm, por isso partilho «voar c/as palavras» q significa sonhar de olhos abertos, mandando p trás pequenas tristezas e contemp. grds maravilhas. Trouxe-vos pedacinhos do meu mundo <3 V
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